terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lembrando 2008: Manhêêê!!! Eu não quero cair pra segundona!!!

Não sei se isso vai virar blog, certamente não será um diário, mas preciso escrever, desabafar, para tentar manter em razoáveis níveis de equilíbrio a minha sanidade futebolística.
Ou
Agruras de um torcedor doente do Fluminense.
Sim, é verdade. Adoeci, em dobro, visto que já era um torcedor doente do Fluminense.
Adoeci depois dessa vertiginosa viagem que juntos, nós torcedores doentes do Fluminense, fizemos nesses últimos meses, da terra ao limiar do paraíso, e agora, de volta à terra, hoje virtualmente enterrados nas profundezas da tabela de classificação do campeonato brasileiro.
Não sei se vocês viram, mas eu vi, ontem, o jogo contra a Portuguesa de Desportos. Jogo-emblema do que poderá estar à nossa frente.
Não mandamos a campo um time, mas um aglomerado.
Tudo bem, eu sei: os Thiagos estão na seleção olímpica; o Cícero, que nos veio lá do Figueira, de Florianópolis, e por quem poucos davam alguma coisa, foi-se embora pra Alemanha, seu talento reconhecido; o Gabriel voltou não sei pra onde, e até não faria muita falta se o seu reserva imediato não fosse o Rafael câmera-lenta; o Luiz Alberto arrumou cartão vermelho e não jogou ontem, como não também não jogou o Júnior César por conta de três amarelos. Outro dia os amarelos também nos deixaram sem o Conca, nossa hoje, com perdão da má metáfora, estrela solitária.
Tudo bem, eu sei disso tudo.
Como sei que o Mauricio não é lateral direito, e não estou ainda certo se é um bom volante. O coitadinho do Romeu sempre foi mediano, e não é agora que vai resolver nossos problemas de meio de campo. E o Igor¿ Cadê o Igor¿ Pera aí; ele jogou ontem ... Não, não, o Renato agora redescobriu o Fabinho. Mas, o Fabinho jogou ontem¿ Credo, não consigo lembrar!!! Não consigo, porém, esquecer do Anderson, que me deixou com saudade até do Sandro. Perto deles, o venerando - no melhor sentido da palavra - Roger parece um Thiago Silva
E os esquemas táticos do Renato¿
Acreditem, gosto dele e acho que tem talento, mas vou começar um abaixo-assinado para trazê-lo para Brasília. Essa história de Rei do Rio, precisa acabar. Uma hora treina o Flu, outra o Vasco, outra o Flamengo (ele andou por lá mesmo, ou é coisa da minha memória¿). O Renato precisa passar uma temporada treinando o Brasiliense, fazendo um curso de modéstia e controle de arrogância com o Luiz Estevão. Depois, quando for demitido, poderá treinar o CSA de Alagoas, ou o Lagarto de Sergipe. Antes de voltar ao Rio, quando voltar, uma boa passagem pelo interior de São Paulo, pelo Barueri, por exemplo, completará a necessária experiência que ainda lhe falta.
Contra o Cruzeiro, ele foi de Sandro, Luiz Alberto e Roger; Arouca, Igor (sic), Fabinho (sic) e Júnior César; Tartá; Washington e Dodô.
Contra a Portuguesa ele foi de Maurício, Anderson, Roger e Uendel; Fabinho, Arouca, Romeu e Tartá; Washington.

Todos sabemos que ele fez essas saladas por força das circunstâncias. Mas, um único atacante contra a Portuguesa¿ Só por que ir jogar no .... onde mesmo¿ ... Ah! No alçapão da Bombon ..., perdão, do Canindé!!!
Dodô no banco contra a Portuguesa!!! Vá lá que ele não gosta do Dodô, e que tem xodó pelo, e morre de saudades do, Leandro Amaral (atenção: não estou insinuando nada; ao que consta, o Renato é espada, que não faria feio em nenhuma távola redonda). Vá lá, ainda, que o Dodô anda emburrado e jogando pouco. Mas, o Dodô é o Dodô. Se jogar mal fosse critério, o Washington já estaria no banco e o Somália no campo.
O Washington, aliás, é um capítulo tático à parte.
O homem é centroavante à antiga, e é bom. Mas, quando o time anda mal e sem meio de campo, o que acontece¿ O centroavante, frustrado, recua para ver se pega na bola. Só que o Washington recuado é um desastre; ele e a bola nunca se deram bem. Se, como diria o (finado¿) Armando Nogueira, a bola fosse mulher, o Washington já estaria amargando uma Lei Maria da Penha. O que acontece, então¿ Mais frustração, braços abertos depois de qualquer encontrão do zagueiro, reclamação toda hora, juiz irritado, expulsão imerecida.
A propósito de expulsão, coitadinho do Tartá, no jogo da Portuguesa.
19 anos, recém chegado ao time de cima, meia atacante, e tem que virar Thiago Neves e Conca de uma hora pra outra. E ainda com responsabilidade de recuar, marcar, dar trombada. Logo ele que foi treinado pra receber falta, e não para fazer. Deu no que deu. Uma, duas, cartão amarelo, três, cartão vermelho. E ainda tinha quase meio primeiro tempo pela frente. Minha solidariedade, Tartá.
Solidariedade que, não obstante a falta que ele faz - falta ao time, não contra o time, explico -, não agüento mais ver o Júnior César abrindo os braços e reclamando dos companheiros toda hora, como se fosse um craque, um tipo assim sub-Roberto Carlos. Pega leve menino. Até o Juan põe você no chinelinho.
Enfim ....
Escrevi. Lavei a alma.
E deixo aí o meu grito de guerra:
MANHÊÊÊ!!! Acuda. Eu não quero cair pra segundona!!!

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