quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fernando e Conca

Na foto, o grande amigo deste blog na Cidade Maravilhosa, o escritor e jornalista Fernando Paiva, ao lado do ídolo maior do nosso Fluzão hoje: Darío Conca.

Assim escreveu o feliz Fernando sobre a oportunidade da foto: "Encontrei o time do Flu concentrado no Hotel Intercontinental, em São Conrado, antes de irem para o Maracanã! Tirei uma foto ao lado do Conca e, pelo visto, dei sorte ao nosso craque argentino! Segue em anexo! Em tempo: concordo com a sua análise, Murilo. Carlinhos e Marquinho foram as gratas surpresas nesse clássico. Mas ainda acho que precisamos melhorar a defesa. o Leandro Euzébio é pavoroso! Precisamos trocá-lo pelo André Luis.

Abs!
Fernando"

Flu 2 x 1 Fla

Jogamos bem, como já tínhamos jogado bem contra o Corinthians. Só que agora vencemos, vitória contra um Flamengo esfacelado, o que de modo algum nos tira o mérito do triunfo. O importante é ver o time bem arrumado, em um 4-4-2 que já tem o dedo do Murici, e que acaba com o mito, como ensina sempre o mestre Tostão - melhor analista de futebol hoje -, de que lateral só pode ser ofensivo quando se joga com três zagueiros.

Qual foi, porém, a principal mudança feita no time pelo Murici?
Arrisco dizer que foi a entrada do Marquinho como titular na sua verdadeira posição; meia avançado, completando o meio do campo com o Conca. Era assim que ele jogava no Figueirense em 2008, quando o contratamos. E lá ele até fazia muitos gols. Ontem, ao lado do Carlinhos, que jogou uma bela partida, Marquinho completou os dois melhores em campo, seguidos de perto - e tremo de medo ao escrever isto - pelo Diguinho, a quem faço justiça. Pela partida de ontem, enfatizo: não fez faltas, correu como sempre, e distribuiu bem a bola, arriscando até um ou outro passe inteligente. Não falei no Conca? Mas, pra que? Ele é fora de esquadro, nosso craque: passe milimétrico para o Rodriguinho, outro que esteve também muito bem, e um golaço, recebendo passe perfeito do Marquinho, que estava na risca da área, jogando como centroavante, com direito a fazer pivô.
Uma falta boba no finalzinho levou ao gol de honra do Flamengo, feito por aquele goleiro boçal deles. Uma pena. 2 a 0 teria sido o resultado justo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

E também do Teatini

Também gostei do Carlinhos, mas acho que não se pode deixar de lado o Julio Cesar, que foi o melhor lateral de 2009; ninguém desaprende tão rápido. Concordo com o Mariano, mas o Diguinho é incapaz de acertar um passe a 5 m. Eu experimentaria o Julio Cesar no meio de campo, posição em que ele também jogava, e bem, no Goiás.

Abs,
João Carlos Teatini

domingo, 23 de maio de 2010

Breve comentário do Fernando

Tenho notado uma evolução no padrão tático do Flu e gostei do estreante Carlinhos. Acho que não faremos feio nesse campeonato.

Abraços.
Fernando Paiva

Desabafo, no calor da hora

Uma falta boba no primeiro tempo; a certeza de que o Roberto Carlos iria bater a falta; desatenção para o fato de que o Chicão estava lá também. Gol único do Corinthians.

O resultado mais justo teria sido o empate. Mas, futebol é jogo; justiça não faz parte da sua lógica.

Disse um repórter da Globo que o Murici teria 'perdido de vez a paciência com o Diguinho'. Espero que sim. Qualquer um será melhor que ele.

Disse também o repórter que o Murici, a exemplo do seu (do Murici, e meu também) mestre Telê Santana, gosta de treinar fundamentos. Espero que sim; e espero que ele fundamente muito bem o Mariano. O lateral direito, pela ascensão técnica de um ano para o outro, já foi até personagem do mês deste blog. Mas, em matéria de fundamento: domínio de bola, drible e, principalmente, o último passe, que precisa ser o forte de qualquer lateral, ainda tem muito o que aprender. Ele é jovem. Quem sabe?

Sobre Cuca, Murici e os pesadelos da Socialite

Como escrevi tempos atrás, Alexis Stival, nosso querido Cuca, treinou um dia, mais ou menos no início da carreira de técnico, o Internacional de Lages, clube que ainda mora no meu coração, apesar de falecido faz algum tempo.

Eu teria, portanto, mais essa razão para prantear, semanas atrás, a demissão de Cuca do comando técnico do ainda?, grande tricolor das Laranjeiras. Não só se trata de técnico que já trabalhou na minha querida terra natal, como foi o técnico que nos comandou na memorável campanha contra o rebaixamento no final do Brasileirão de 2009.

Mas, comemorei a troca do Cuca pelo Murici Ramalho, sem alimentar qualquer sentimento de injustiça, ou de pena. E não foi porque perdemos as Taças Guanabara e Rio, e o campeonato carioca em 2010. Foi porque, como nunca me canso de dizer, faz tempo que não ganhamos nada, ou melhor, faz tempo que ganhamos pouco, muito pouco para a nossa história.

Precisávamos de um técnico ganhador, e isso o Murici é, embora eu vá detestar a sua marra nas entrevistas, a cara de pouco caso com @s jornalistas. Preço a ser pago pela esperança que ele traz, ainda que o chamem de retranqueiro e de rei da bola aérea, embora, neste caso, prefira chamá-lo de 'sensível para a importância das bolas alçadas para a área, em especial as paradas'. Eufemismo, afinal, vale muito, quando a gente quer neutralizar uma crítica que, no fundo, achamos justa.

Foi, todos sabemos, o currículo vencedor do Murici que levou a diretoria e nosso patrocinador a anteciparem a demissão do Cuca; tudo feito com precisão cirúrgica, na surdina, sem sirene de ambulância.

Estou botando toda a minha fé nele; de verdade.

Mas, nem por isso vou omitir neste post o suspiro que a velha amiga Socialite dos Pés Descalços deu quando trocamos telefonema sobre o assunto:

- Ah! Estou contigo nessa esperança toda, M.C.; estou contigo. Mas, tenho pesadelos quando penso na possibilidade de, ao final de 2011, depois de dois Brasileirões, de uma Copa do Brasil, uma Libertadores e, o que é pior, uma Taça Guanabara, uma Taça Rio e um Campeonato Carioca, o Murici ser mandado embora da Álvaro Chaves, porque desaprendeu a ganhar títulos. Nesses pesadelos estou sempre chegando ao portão das Laranjeiras, de olhos esbugalhados, porque, encimando o portão da nossa sede sagrada está um escudo ... da Portuguesa de Desportos, abaixo do qual se lê: Filial Carioca.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre o Cuca escreverei depois

Mal acabara o jogo com o Botafogo e telefonou-me a Socialite dos Pés Descalços. Tirando um tempo do seu incansável trabalho social junto às vítimas das tragédias climáticas que assolaram o Rio na última semana, minha velha amiga assistira no Maracanã a mais um fracasso do Fluzão em vencer clássicos e, pior, em disputar e ganhar títulos. Só não estava mais inconsolável porque ainda tinha muito claras nos olhos as imagens das recentes tragédias cariocas. E não iria comparar, como não o fez, a nossa derrota do sábado com o sofrimento de quem acabara de perder parentes queridos.

Mas, um pouco inconsolável ela estava, como eu estava, como, acho, todos nós tricolores estávamos em mais um fim de tarde, começo de noite, sem a vitória que nos colocaria de novo à beira do título da Taça Rio e, quem sabe, do Campeonato Carioca de 2010.

"Como você recorda", disse-me a Socialite, "mamãe não gostava de futebol (mamãe, para quem não se lembra, a mãe da tricolor Socialite dos Pés Descalços, era a Grã-fina de Nariz de Cadáver, imortal personagem de Nélson Rodrigues). Não gostava, sequer sabia 'quem' era a bola, mas se divertia, por exemplo, com as histórias do nosso suposto 'timinho' dos anos 1960; aquele, treinado pelo Zezé Moreira, que só ganhava de 1 a 0, mas ganhava. Timinho de campeões".

"Mas, o que temos hoje? Um clube cujos times não ganham campeonatos com consistência desde os 1970 da Máquina Tricolor!"

Como contestar a Socialite? Como não compartilhar a sua angústia, às vésperas de ver o Flamengo, logo depois de derrubar a nossa hegemonia de títulos (há tanto tempo) ganhos, tornar-se o primeiro tetra-campeão do futebol carioca? Basta que vença duas vezes o sofrível Botafogo, sem dúvida o mais frágil dos chamados 'grandes' do Rio de Janeiro de hoje.

De novo, e compartilhei essa angústia com a Socialite durante nossa angustiada conversa pós-jogo, sábado passado, vejo-me diante do espectro de um Fluzão transformado em uma Portuguesa de Desportos ou, pior, em um Ameriquinha - aquele clube tantas vezes campeão, mas em tempos tão passados que não chega à memória das novas gerações.

E, por falar em Portuguesa, será ela nosso próximo advesário na Copa do Brasil.
Com os ânimos combalidos de sábado, trememos, eu e a Socialite, só de pensar em perder para o honorável, mas modestíssimo, ex-grande paulista.